terça-feira, 28 de outubro de 2014

Aplicação de insulina: dispositivos e técnica de aplicação. Recomendações.

- Considerando a complexidade do processo de preparo e aplicação da insulina, e o fato da ação da insulina estar diretamente relacionada a fatores que envolvem desde a aquisição da insulina e insumos até o preparo e a aplicação, todo profissional de saúde deve ser capacitado para evitar erros, orientar os pacientes e identificar as falhas nos processos;

- As insulinas em uso podem ser armazenadas sob refrigeração (2ºC a 8ºC), nunca congelarem ou ficarem em temperatura ambiente (máximo 30ºC) e podem ser usadas por no máximo 4 ou 6 semanas, se acordo com o fabricante, desde que dentro do prazo de validade;

- As seringas recomendadas para preparar e aplicar insulina devem ter agulha fixa;

- O planejamento e a realização correta do rodízio nos pontos de aplicação são fatores decisivos para o tratamento seguro e eficaz com insulina;

- Recomenda-se o uso de agulhas curtas para o tratamento do diabetes com injetáveis;

- Para homogeneizar corretamente as suspensões de insulinas humanas (NPH e bifásicas) recomenda-se movimentar o frasco e a caneta 20 vezes;

- Recomenda-se, após injetar a insulina, manter a agulha no subcutâneo por no mínimo 5 a 10 segundos, para seringa e caneta respectivamente, a fim de garantir que toda a dose seja injetada e impedir a saída da insulina;

- As agulhas das canetas devem ser descartadas imediatamente após o uso, pois isto previne a entrada de ar e contaminação no refil, assim como perda de insulina;

- Os clientes devem ser orientados de que os perfurocortantes e materiais com sangue, gerados no domicílio, sejam descartados em coletores específicos para perfurocortante. Na ausência do coletor próprio para perfurocortante, recomenda-se recipiente com características semelhantes;

-  Recomenda-se, para o profissional de saúde, na aplicação de medicamentos injetáveis para o tratamento do diabetes, a utilização de seringa de insulina e agulha para caneta com dispositivo de segurança, para reduzir a incidência de lesões com perfurocortante, conforme NR 32;

- Recomenda-se a elaboração de um manual de procedimento - Procedimento Operacional Padrão (POP) - referente à técnica de preparo e à aplicação de insulina, considerando que o Institute for Safe Medication Practices (ISMP) classifica a insulina como medicamento potencialmente perigoso;

-  Recomenda-se que todos os serviços, privados e públicos, tenham programas atualizados de educação em diabetes e capacitações regulares para os profissionais que assistem aos clientes com DM (diabetes mellitus).



Links para informações adicionais:


Artigo "Erros de Medicação, Riscos e Práticas Seguras na Terapia com insulinas", do Boletim ISPM (Instituto para Práticas Seguras no Uso dos Medicamentos) Brasil, volume 1, número 2 (português)

Artigo "Medication Errors with the Dosing of Insulin: Problems across the Continuum" do Pennsylvania Patient Safety Authority (inglês)




Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 306 de 12/2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS)

Norma Brasileira (NBR) nº 13.853/97 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)


RDC nº 156/2006, que dispõe sobre registro, rotulagem e reprocessamento de produtos médicos

ABNT NBR ISO 8.537/2006, que determina o uso de u símbolo "uso único" impresso no corpo da seringa de insulina

Estudo da ADA (American Diabetes Association) "Insulin Administration" de 2004 demonstrando que as condições da pele do paciente podem favorecer o aparecimento de infecção, sobretudo se ele apresentar higiene pessoal deficiente, doença aguda simultânea ou imunidade diminuída (inglês)

Parecer COREN-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo) CAT nº 001/2010 - Reutilização de seringas de insulina


Estudo "Prevalência de infecção pelo vírus da hepatite c em pacientes com diabetes melito tipo 2" realizado no Ambulatório de Diabetes do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital Clínicas de Curitiba (português)


Medicamentos Potencialmente Perigosos - ISPM Brasil

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