segunda-feira, 5 de maio de 2014

Pesquisa com DM1 residentes em SP: você está satisfeito com seu tratamento?

Danilo Matarozzo, estudante de Engenharia de Automação e Robótica na Universidade Federal do ABC, está fazendo uma pesquisa que tem como objetivo verificar o nível de satisfação dos pacientes residentes no Estado de São Paulo com a terapêutica utilizada para o tratamento do Diabetes Mellitus tipo 1.

Conforme relata o pesquisador, portador de diabetes tipo 1 há 13 anos:
 
"Interessado inicialmente apenas no curso de engenharia ingressei na UFABC, no entanto me deparei com uma realidade muito interessante: nesta universidade qualquer curso de engenharia é iniciado com o bacharelado em Ciência e Tecnologia, curso no qual os estudantes têm a oportunidade de trabalhar e desenvolver temas interdisciplinares, por meio de uma metodologia que incentiva a postura investigativa, estimula a pesquisa e consequente produção científica, o que propicia os meios necessários para desencadear o processo de aprendizagem contínua no decorrer da sua futura vida acadêmica e profissional. Realmente este curso tem me incentivado e dado oportunidades para realizar tais pesquisas, as quais creio que o Brasil necessita.

Muitas pesquisas são realizadas na UFABC: um exemplo delas trata do uso de tecnologia wireless no diagnóstico e tratamento de doenças crônicas e degenerativas como a hipertensão e o diabetes, realizada pelo Professor Doutor Harki Tanaka.
 
A pesquisa que estou desenvolvendo visa medir o nível de satisfação dos portadores de Diabetes Mellitus tipo 1. Com ela viso contribuir para o desenvolvimento tecnológico em prol do bem estar do diabético, através de melhorias no tratamento, e em parte deste processo pretendo incentivar colegas, professores doutores e pesquisadores da área a darem continuidade ao desenvolvimento de tecnologias que já estão em estudo em nossa universidade, a partir de possíveis conclusões obtidas com minha pesquisa, ao identificar dificuldades, insatisfações e interesse por parte dos pacientes diabéticos em novos tratamentos."
 
Segundo consta do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, a expectativa de vida cresceu 14% no Brasil, ou seja, os brasileiros e brasileiras ganharam mais 9,2 anos de vida entre 1991 e 2010. O aumento da longevidade da população brasileira provocou importantes mudanças no perfil epidemiológico da população, com predomínio das doenças crônicas, como diabetes por exemplo.
 
No início dos anos 2000, as doenças crônicas correspondiam, aproximadamente, a 63,0% do total das mortes por causa conhecida ocorridas no Brasil, tendo as doenças do aparelho circulatório como principal causa de óbito. A análise das estatísticas de mortalidade brasileiras indica que a proporção de mortes por doenças crônicas triplicou entre 1930 e 2006, e que os principais fatores de risco para doenças do aparelho circulatório são a hipertensão arterial e o diabetes mellitus. 
 
 
 
 
O controle da epidemia das doenças crônicas impõe grandes desafios à Saúde Pública no Brasil, e conhecer seu comportamento é fundamental para implementar ações efetivas de prevenção e instituir um sistema de vigilância adequado para esses agravos.
 
Portanto, quanto mais pesquisas em diabetes, maior as chances de encontrarmos soluções para melhorar a qualidade de vida dos portadores. Assim, vamos responder à pesquisa? Pode ser através dela que uma nova tecnologia para a melhoria do nosso tratamento seja encontrada.
 
Clique aqui para responder à pesquisa. 

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