domingo, 20 de outubro de 2013

Quase 80% das pessoas que pagam plano de saúde relatam problemas com o serviço

Um levantamento realizado pela APM (Associação Paulista de Medicina) em parceria com o Datafolha, mostra que 79% dos usuários de plano de saúde relataram problemas com este. A pesquisa foi divulgada na manhã desta quinta-feira (17).

Para realização da pesquisa foram entrevistadas 861 pessoas de todas as classes econômicas, que utilizaram planos de saúde nos últimos 24 meses. Os dados foram colhidos entre 4 e 12 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar de ser o terceiro no ranking de utilização dentre os serviços disponíveis do plano de saúde, o pronto-socorro liderou as reclamações. Segundo o levantamento, 80% dos usuários de pronto-socorro reclamaram do serviço. O local lotado é o principal problema apontado pelos usuários (74%). A demora também foi um dos aspectos de destaque (55%).

O presidente da APM, Florisval Meinão, disse que os "dados são preocupantes", já que o pronto-socorro é um "área que exige grande gravidade".

— Uma parcela significativa paga para ser atendido e para fugir do SUS [Sistema Único de Saúde], que sabemos que tem grandes deficiências. As pessoas saíram do SUS por dificuldades de acesso e hoje elas têm dificuldades para serem atendidas pelo SUS.

Os dados divulgados também mostram que entre os usuários de consultas médicas de planos de saúde, 66% relataram problemas. As queixas mais frequentes são demora na marcação de consultas (52%), médico que saiu do plano (28%) e demora na autorização de consultas (25%).

Para Meinão, o alto índice da saída de médicos do plano de saúde demonstra a relação conflituosa que os médicos têm com os planos, já que eles são "obrigados a reduzir despesas", além da questão dos usuários.

Hoje, 41% da população do Estado de SP utiliza plano de saúde. São 13,2 milhões de usuários.

Rede restrita

Um dos pontos da pesquisa que chama atenção, de acordo com o presidente da APM, é a deficiência nos prontos-socorros. — Há deficiência de leitos hospitalares, de unidades dentro dos hospitais. A OMS [Organização Mundial de Saúde] preconiza três a cinco leitos hospitalares para cada mil habitantes. Nós temos 2,3 leitos por habitante. Até 2016, o ideal seria incluir mais 16 mil leitos. Porém, a perspectiva é de se criar apenas 4.000 leitos. Essa situação tende a prevalecer.
 
Fonte: R7 notícias

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