domingo, 14 de abril de 2013

Utilizando o sensor para evitar hipoglicemias (sem hiperglicemias posteriores)

Assintomática que sou, instalei a bomba de infusão de insulina com o monitoramento contínuo através do sensor principalmente para evitar hipoglicemias severas. No início da utilização do sensor, entretanto, tive alguns problemas após os avisos de hipoglicemia, com elevação da glicemia após a correção da hipo.

Conforme sugestão do manual da bomba, ajustei o padrão do sensor para me avisar quando a glicemia ficasse abaixo de 70mg/dl. Assim, quando o sensor verificava que a glicemia estava abaixo desse valor, apitava. Eu consumia 15 gramas de carboidrato, e 15 minutos depois o sensor apitava novamente, dizendo que a glicemia permanecia baixa. Eu consumia mais 15 gramas de carboidratos a cada novo apito. Depois de uns 45 minutos, a glicemia se elevava para cima de 200mg/dl, e eu tinha que fazer bolus de correção.

Relendo o manual mais atentamente, percebi que no capítulo sobre padrões do sensor a empresa indica que, para casos de hipoglicemias constantes e severas, é melhor deixar o padrão um pouco mais elevado, pois antes mesmo da glicemia cair é possível tomar as providências para evitar a hipoglicemia. Assim, mudei o padrão para que o sensor me avisasse quando a glicemia estivesse abaixo de 85mg/dl. Melhorou bastante, mas mesmo assim, depois de 15 minutos, a bomba continuava apitando, e eu consumia mais carboidratos, e depois a glicemia subia para perto de 180mg/dl.

Com o tempo, percebi que quanto mais baixo o valor atingido pelo sensor, mais ele demora para reconhecer o restabelecimento da glicemia ao padrão de normalidade. Se na ponta do dedo conseguimos verificar que a glicemia voltou ao normal após 15 minutos, respeitando o "delay" da bomba, é preciso esperar uma meia hora para saber se a glicemia está normal, ou, após 15 minutos, medir na ponta do dedo, o que é indicado quando a glicemia chega próxima a 50mg/dl, porque, nesse caso, ela demora mais de meia hora para apontar os valores reais. Fazendo dessa forma, consegui evitar hiperglicemias posteriores à correção de hipoglicemias.

Quanto às hiperglicemias, meu padrão inicial de aviso era quando a glicemia superasse 180mg/dl, mas nesse nível já era tarde para fazer a correção com insulina, e a glicemia acabava superando os 230mg/dl. Assim, mudei o valor máximo para 150mg/dl, passando a bomba a me avisar sobre hiperglicemias quando chegasse a 151mg/dl. Também melhorou bastante, pois, se houver insulina ativa, a bomba não dá o bolus de correção, avisando que logo a glicemia se restabelecerá. Se não houver insulina ativa, a bomba faz uma pequena correção, e a glicemia não ultrapassa os 170mg/dl.

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