segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O SUS é uma caridade para pobres, ou um direito dos cidadãos brasileiros?


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Fornecida a bomba de insulina e respectivos insumos pela Secretaria do Estado da Saúde, o processo judicial teve prosseguimento. A despeito da manifestação do Ministério Público favorável à concessão definitiva do tratamento com a bomba, o Juiz deu uma sentença negativa, com fundamento no bairro onde residiam Érica e sua advogada, e na instituição privada de ensino superior onde estudava a paciente.

Partindo da concepção generalizada de que os residentes daqueles bairros são pessoas abastadas, e que estudantes de universidades privadas possuem estabilidade financeira - isto é, pensando que a paciente tinha recursos para custear a bomba, e que por isso não poderia receber o tratamento pelo SUS - além de negar o pedido, o Juiz aplicou uma multa a Érica, afirmando que ela teria usado o processo para conseguir objetivo ilegal (má-fé), e cancelou o fornecimento mensal de insumos. Mesmo ganhando a liminar do Tribunal de Justiça, pela sentença Érica não receberia mais os insumos da bomba.

A sentença baseou-se em ilações sem exame da causa e da pessoa em sua subjetividade. Não havia má-fé, porque certamente Érica não se submeteria ao que vinha se submetendo (recusa de fornecimento completo dos materiais e horas de espera na fila de dispensação de medicamentos) se não precisasse de fato que o Estado lhe fornecesse os insumos.

Os bairros mencionados, embora abriguem em regra pessoas com boas condições financeiras, não refletiam as condições pessoais da paciente e de sua defensora, pois Érica residia em república estudantil, e a advogada trabalhava em sua residência, não em um luxuoso escritório como fantasiava o Juiz. Portanto, eram situações bem distantes da nobreza imaginada pelo julgador. Além disso, a Constituição Federal é a mesma para todos os bairros de qualquer Estado do Brasil.

Quanto ao fato da paciente estudar em universidade privada, apenas comprovava que Érica já arcava com gastos importantes, o que dificultava ainda mais a manutenção do seu tratamento de saúde. Pretenderia o juiz impor-lhe a escolha entre a formação profissional (estudo) e a saúde, sendo que ambos são obrigações constitucionais do Estado?

Certamente que, se obrigada, Érica escolheria cuidar de sua saúde, mas, abandonando sua formação acadêmica (que também não conseguiu obter do Estado gratuitamente em função do número insuficiente de vagas nas universidades públicas), acabaria por diminuir suas chances de manutenção do tratamento de saúde, e ficaria sem estudo e sem saúde.

Ainda que a paciente gozasse de condição econômico-financeira confortável, isso não impediria o recebimento de medicamentos de diabetes pelo SUS, já que o sistema é universal, ou seja, deve atender a todos os cidadãos indistintamente (artigo 7º, inciso I, da Lei nº 8.080/1990, e artigos 1º, inciso I, e 3º, da Lei Estadual Paulista nº 10.782/2001).

Se a lei do SUS dispõe a universalidade do sistema, o Poder Judiciário não pode limitar os direitos nela previstos, salvo em caso de omissão da própria lei, o que não acontece no caso. O SUS foi criado e idealizado com base na universalidade e integralidade, o que significa atendimento não somente à população carente, mas a todo e qualquer cidadão. Portanto, o entendimento da sentença contrariava disposições legais, com pretensão de legislar, atividade que não compete ao Poder Judiciário.

Contestada a decisão através de recurso para análise do próprio Juiz que a proferiu, este limitou-se a indicar que Érica deveria recorrer ao Tribunal de Justiça, mantendo a negativa da ação e a suspensão do fornecimento dos medicamentos de que a paciente dependia para sobreviver. 


Calçadas inundadas pela chuva no bairro de "classe social diferenciada"


Reflexões desse post:

- pessoais.

A lei processual brasileira considera litigante de má-fé aquele que apresenta pedido ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso, altera a verdade dos fatos, usa do processo para conseguir objetivo ilegal, opõe resistência injustificada ao andamento do processo, procede de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo, provoca incidentes manifestamente infundados, e/ou interpõe recurso com intuito manifestamente protelatório. Nenhum desses atos praticou a paciente no processo. Por outro lado, o Estado de São Paulo, que para protelar o fornecimento dos medicamentos procedeu de modo temerário no cumprimento da liminar e provocou incidente manifestamente infundado, tentando entregar apenas a bomba infusora quando restava claro que a ordem se referia ao equipamento e demais materiais para a sua utilização, nenhuma punição recebeu do Juiz.


- enunciado 212 do livro "A sociedade do espetáculo", de Guy Debord (página 160).

"A ideologia é a base do pensamento duma sociedade de classes, no curso conflitual da história. Os fatos ideológicos não foram nunca simples quimeras, mas a consciência deformada das realidades, e, enquanto tais, fatores reais exercendo, por sua vez, uma real ação deformada; na medida em que a materialização da ideologia na forma do espetáculo, que arrasta consigo o êxito concreto da produção econômica autonomizada, se confunde com a realidade social, essa ideologia que pode talhar todo o real segundo o seu modelo".

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Defeito no botão: precisamos de um recall para a bomba de insulina 722 da medtronic?

Em junho de 2012 iniciei a terapia com a bomba de infusão de insulina com monitoramento contínuo da glicose intersticial (Paradigm 722, da Medtronic). Até o ano passado ela funcionou normalmente, sem grandes problemas. Mas a partir de meados de 2015, o botão "act" começou a apresentar uma certa resistência aos comandos. 

Na primeira vez em que o botão "act" não respondeu quando o apertei (para silenciar um alarme), pensei que poderia ser algum problema sério, e resolvi observar com mais atenção o seu desempenho, para uma eventual comunicação de defeito à Medtronic. Mas, verificando que essa resistência era esporádica, e que ao segundo toque o botão "act" funcionava normalmente, e que meu controle glicêmico permanecia inalterado, julguei desnecessário o contato com a fabricante.

No final do ano, na tarde do dia 26 de dezembro, quando fui apertar o "act" (em seguida do "esc") para desligar o alarme de "verificar gs" e retomar o funcionamento normal da bomba, o botão não atendeu ao meu comando. Tentei uma segunda vez e, além do comando não ser atendido, a bomba apresentou o alarme "erro de botão" e suspendeu automaticamente a infusão da insulina. Retirei a pilha e coloquei uma nova (ambas energyzer, recomendada pela Medtronic) para testar se o problema era com a pilha que chegava ao final, mas assim que ligada a bomba apresentava o mesmo alarme "erro de botão", mantendo a infusão de insulina suspensa.

Entrei imediatamente em contato com o suporte técnico da Medtronic pelo número 0800-7739200. A atendente me pediu para repetir o procedimento de troca da pilha, e tentar ligar a bomba novamente. Repeti o teste como orientado, e o alarme permanecia, assim como a suspensão da infusão da insulina. Constatado o defeito, fui orientada a conversar com meu médico e retornar à terapia com múltiplas injeções até a bomba ser trocada por uma nova. 

Por ser assintomática, mencionei que era arriscado eu ficar sem o monitoramento contínuo, e questionei sobre o prazo de troca da bomba. A atendente então me respondeu que, por ser sábado, não conseguia acesso aos registros da Medtronic, e que eu deveria retornar a ligação na segunda-feira para verificar quando eu receberia a nova bomba.

Na segunda-feira 28/12 tornei a ligar para o suporte técnico e recebi a notícia de que não seria possível a troca da bomba naquela semana porque a Medtronic estava fechada para balanço, e que só na primeira semana de janeiro eu saberia o prazo para troca. Questionei então se não poderia receber ou alugar uma bomba de insulina temporária, e fui informada que não havia nenhuma em estoque.

Com dois dias de retorno à terapia com múltiplas injeções, mesmo realizando o dextro 8 vezes por dia, minhas glicemias voltaram a oscilar drasticamente (entre 50mg/dl e 275mg/dl). Não iniciei a terapia com bomba de insulina procurando um tratamento melhor, mas porque os demais não surtiam mais efeito para o meu caso.

Busquei então uma solução alternativa para não prejudicar meu controle glicêmico: lembrei de uma amiga que, passando a utilizar a VEO, deixou guardada a 722 que usava anteriormente, e que gentilmente aceitou me emprestar (agradeço imensamente pela solidariedade e disponibilidade em me ajudar!). Assim, no dia seguinte voltei à terapia com bomba de infusão de insulina e monitoramento contínuo da glicose.

O gráfico das minhas medidas glicêmicas no período retrata com perfeição como a suspensão da terapia com a bomba de insulina prejudicou o meu controle. O círculo verde-limão contorna os resultados desde o dia 26/12, quando o botão "act" apresentou defeito, até o dia 29/12, quando instalei a bomba emprestada da minha amiga. Após o dia 26/12 as glicemias oscilam bastante e ficam mais elevadas, e após o dia 29/12 começam a baixar e retornam a uma oscilação menor.




No dia 04 de janeiro liguei novamente para o suporte técnico para saber quando se realizaria a troca, e fui informada que, em função da ausência do aparelho nos estoques da Medtronic, receberia a nova bomba somente a partir da segunda quinzena de janeiro. Mas ela veio um pouco antes, recebi a VEO em substituição a 722 em 13 janeiro, e fiz a instalação no dia 15.

Na ocasião, a especialista clínica da Medtronic que me atendeu (e a quem agradeço o apoio que vem me dando com as configurações das novas funcionalidades e aperfeiçoamento das antigas) disse que, segundo a empresa, a 722 não seria mais comercializada no Brasil porque não haveria interesse em manter no mercado duas bombas da mesma marca com funções bem semelhantes (infusão de insulina e monitoramento da glicemia - lembrando que apenas a VEO tem suspensão automática por hipoglicemia e alertas de previsão de queda e de elevação de glicose).

Mas pesquisando na internet sobre defeito de botão da bomba de insulina da Medtronic, encontrei uma conversa no fórum "tudiabetes.org" em que várias pessoas relatam o mesmo problema em situação de umidade do ambiente (veja nesse link: http://www.tudiabetes.org/forum/t/found-a-solution-to-the-medtronic-button-error-issue/8827), com suspeitas inclusive de erro de projeto da 722 e demais bombas da série 22. Ainda, conversando com amigas da militância em diabetes, descobri que várias bombas 722 quebraram na mesma época que a minha.

Assim, considero necessária a publicação de uma nota de esclarecimento pela Medtronic sobre a ocorrência de problemas com o botão da Paradigm 722 no Brasil e nos demais países em que ela foi comercializada, bem como uma análise por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, para emissão de eventual alerta (como já ocorreu em 2013: http://www.anvisa.gov.br/sistec/alerta/RelatorioAlerta.asp?NomeColuna=CO_SEQ_ALERTA&Parametro=1245) e para averiguar se existe mesmo um defeito de projeto desta bomba, o que poderia dar ensejo a um recall para a troca de todas as bombas 722 em uso pela bomba VEO.

Também considero necessária maior celeridade no processo de troca da bomba, pois a falta dela  por quase um mês coloca em risco a saúde e a vida do usuário, como demonstra o meu gráfico glicêmico. 

Desconheço os motivos do esgotamento do estoque - uma aposta na crise econômica brasileira que não se confirmou, um grande número de bombas com defeito que exigiu a troca por todas as disponíveis para venda, ou até mesmo problemas com importação do produto. Mas nenhuma justificativa legitima a suspensão por tanto tempo de um tratamento necessário à manutenção do controle glicêmico e à segurança da pessoa com diabetes.

Felizmente, a Medtronic é bastante aberta ao diálogo com seus usuários e, em várias oportunidades se coloca à disposição para o esclarecimento de dúvidas através de seus representantes. Assim, enviarei o link desse post para a empresa e solicitarei informações sobre o ocorrido, através de nota de esclarecimento mencionada acima.

Também entrarei em contato com a ANVISA para que o órgão verifique se há necessidade de análise de algumas amostras do produto para eventuais providências, como também mencionadas antes (emissão de alerta e recall).

Recebendo as respostas, escrevo um novo texto com o desfecho do problema com o defeito do botão da bomba 722.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Os sentidos do (re)nascer e do morrer e o diabetes (ou - viver ou morrer, eis a questão)

Desde que fui diagnosticada com diabetes tipo 1 em 1986, aos 9 anos de idade, recebi orientações sobre os riscos que a doença não tratada poderia me trazer. Ouvi muitas histórias - de médicos, profissionais de saúde e amigos dos meus pais - sobre pessoas que não se cuidaram e que morreram jovens com deficiências múltiplas em função das complicações do diabetes mal controlado. 

Assim, e como já a partir do segundo ano com diabetes tive uma complicação (catarata nos dois olhos), minha perspectiva de longevidade era muito baixa. E depois que passei dos vinte anos de idade (e dos dez com diabetes), com uma nova complicação - retinopatia, comecei a sentir angústia a cada comemoração de aniversário, que mais me lembrava o caminho da morte que o percurso da vida. Relatei essa experiência em 2014 no texto "Diabetes e o medo da morte (ou da vida?)".

Se por um lado a minha morte precoce era uma ideia presente, por outro lado o sentimento de tristeza pela perda do meu pai e da minha mãe no futuro se fazia totalmente ausente, porque sempre achei que eu partiria antes deles. De uma certa forma, o diabetes era o meu "salvo conduto" para não enfrentar a ideia de provável perda de pessoas queridas, experiência natural da vida qualquer um. Menos da minha (assim eu achava).

De uns anos pra cá, entretanto, comecei a sentir que minha vida não se encerraria assim tão rápido quanto eu imaginava. As complicações do diabetes que vieram com o decorrer do tempo de diagnóstico (30 anos de diabetes), embora tenham me trazido algumas limitações - a neuropatia me impede de realizar atividades físicas de alto impacto, por exemplo - também incentivaram comportamentos mais saudáveis, como a prática regular de exercícios (aeróbicos de baixo impacto e musculação) e mudanças na alimentação. Se perto dos 30 anos de idade eu achava que não os ultrapassaria, agora que me aproximo dos 40 considero que tenho um longo caminho ainda pela frente.

Todavia, o tempo não passou apenas para mim, passou também para as pessoas que amo. Renasci ao ultrapassar os 30 anos de idade mas, sobrevivendo, acabei matando meu pai e minha mãe, porque agora a ideia de que vou perdê-los um dia se torna provável.

Lidar com a sensação da própria morte (mesmo viva) não é simples, mas enfrentar a ideia de possível morte das pessoas amadas, mesmo que num futuro mais distante, é igualmente tormentoso.

Logicamente, já havia descoberto na infância que isso aconteceria, que meu pai e minha mãe um dia morreriam. De certa forma estou revivendo esta fase, com uma sutil diferença entre saber que eles se vão, e pensar que continuarei presente quando eles estiverem definitivamente ausentes. Na minha visão era eu que me ausentaria antes de todos. A saudade seria uma dor da minha família, e não minha. 
 

 
Tela "Cronos devorando seus filhos" de Goya

Desde 1997, quando me mudei de São José dos Campos para São Paulo, eu e meus pais moramos em cidades diferentes. Sinto uma falta enorme de tomar um café com a minha mãe ao fim da tarde, como algumas amigas fazem com suas mães. Às vezes passo meses sem abraçar meu pai. Mas todos os domingos converso com minha mãe por skype, e no fim da tarde das segundas e quintas-feiras converso com meu pai. 

A partir desse novo paradigma de longevidade, comecei a sentir mais intensamente a importância desses momentos para mim. E me alegrei com a possibilidade de cuidar do meu pai e da minha mãe, e retribuir os cuidados que até hoje me dirigem, experiência que na minha expectativa original não se mostrava viável.

No último ano, no mês de dezembro que passou, mês do meu aniversário, não fiquei remoendo a angústia da morte em vida com o diabetes, porque não tenho mais esse sentimento, substituído por uma certa tristeza de um dia a falta do café e do abraço ser definitiva. Passei o natal com meus pais na praia. 

Lembrei meu pai de tomar seus remédios e ele me fez companhia para tomar cerveja. Assei peixe e fiz o feijão, ensinando à minha mãe como deixar o caldo grosso, e ela me ensinou como fazer o molho da salada, enquanto preparávamos o almoço juntas. E até reclamei com minha mãe quando, durante um passeio, ela se fixou num bate-papo do whatsapp ao invés de conversar comigo.

Passei a semana como se fosse a última ao lado deles, mesmo sabendo que não era. Assim, quando ela (a última vez) realmente chegar, sentirei que a presença dos momentos vividos intensamente juntos pode ser igualmente ou mais potente que a dor de não tê-los mais ao meu lado.

Desfruto em abundância de sentimentos a presença de meus pais na minha vida, pois "Tudo agora mesmo pode estar por um segundo". Essa é minha nova dor de viver.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Celular recém-comprado com bateria que acaba em duas horas - prazo para troca do produto defeituoso

Você comprou um aparelho celular smartphone e após usar percebeu que a bateria acabava em apenas duas horas. O produto é defeituoso? E qual o prazo de troca? E se no ato da compra a loja vendedora tenha informado que o prazo para reclamar de defeitos era de apenas 48 horas e já tenha passado uma semana? E se a nota fiscal apresenta um valor diferente do efetivamente pago pelo produto?


Como diria Jack, vamos por partes:


O produto é defeituoso?

Em média, a bateria de um aparelho celular conectado à internet (via wi-fi ou pacote de dados) pode durar entre 7 a 17 horas, ainda que com várias funcionalidades abertas (http://bigvirtual.com.br/os-smartphones-com-maior-duracao-da-bateria/). Assim, se em apenas duas horas o smartphone consome 100% da bateria do celular, o produto certamente é defeituoso. Em termos mais jurídicos, o produto apresenta um vício de qualidade por ser impróprio/inadequado ao uso a que se destina, que é garantir a comunicação móvel da pessoa por várias horas (Leia mais em: Defeitos de Produtos).

 
E qual o prazo de troca?

O Código de Defesa do Consumidor concede o prazo de 30 dias para reclamar de defeitos de produtos não duráveis (alimentos e perecíveis), e de 90 dias de produtos duráveis (não perecíveis), contados a partir da percepção do problema (artigo 26, § 3º, do CDC). Neste caso, sendo o celular um produto durável, o prazo para reclamar é de 90 dias a partir de quando o problema foi constatado. A reclamação pode ser feita tanto ao vendedor quanto ao fabricante, pois ambos são responsáveis pelo funcionamento adequado do produto que comercializam (artigos 3º e 18, do CDC).

 
E se no ato da compra a loja vendedora tenha informado que o prazo para reclamar de defeitos era de apenas 48 horas e já tenha passado uma semana?

Os prazos fixados no CDC podem ser reduzidos ou ampliados por acordo entre vendedor/fornecedor e consumidor, mas existem condições para que esse acordo seja válido: o prazo não pode ser inferior a sete, nem superior a cento e oitenta dias; e, tratando-se de contrato de adesão (aquele que vem pronto para o consumidor assinar, sem possibilidade de discussão de seus termos) a cláusula de prazo diferenciado deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do consumidor (artigo 18, § 2º, do CDC), permitindo a imediata e fácil compreensão de seu teor (artigo 54, § 4º, do CDC).

Neste caso, a partir do disposto no artigo 18, § 2º, do CDC, a redução do prazo para reclamações de 90 dias para 48 horas não tem validade jurídica, porque reduz o prazo legal a um prazo inferior a sete dias, ou seja, não respeita o limite mínimo fixado para a flexibilização dos prazos legais. O consumidor então está autorizado a desconsiderar esta informação e fazer a reclamação na loja onde comprou o produto até 90 dias após o aparecimento do defeito.

Após a reclamação, o fornecedor/vendedor tem um prazo de 30 dias para resolver o problema do produto e, caso não o resolva, o consumidor pode escolher entre três opções (artigo 18, § 1º, do CDC): 1. a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso (ou, não sendo possível a substituição por outro da mesma espécie, a substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço - artigo 18, § 4º, do CDC); 2. a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; 3. abatimento proporcional do preço, mantendo o consumidor consigo o produto defeituoso.


E se a nota fiscal apresenta um valor diferente do efetivamente pago pelo produto?

Não resolvido o problema, caso o consumidor opte pela devolução do produto mediante restituição do valor do produto, ainda que a nota fiscal contenha quantia diversa, o consumidor tem direito ao ressarcimento do valor efetivamente pago. Se o pagamento foi feito por cartão de débito, o valor debitado que aparece no extrato da conta bancária serve como prova do pagamento. Se o pagamento foi feito através de cartão de crédito, o valor descontado no extrato do cartão serve como prova do pagamento. Se o pagamento foi feito em dinheiro, será necessário uma testemunha que certifique que o valor pago foi superior ao que consta na nota fiscal. 

De qualquer forma, é o fornecedor/vendedor que deve provar que o pagamento não se deu no valor alegado pelo consumidor, e não o consumidor provar o quanto pagou (artigo 6º, VIII, do CDC). Mas é sempre bom ter um documento, ou uma testemunha, que apoie nossas afirmações.


 



Para saber mais sobre: 

Legislação: Código de Defesa do Consumidor

Produtos defeituosos segundo o CDC: Defeitos de produtos

Tempo de duração média das baterias de celulares: Smartphones com maior duração de baterias

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Estudo relaciona variação glicêmica pós-prandial ao desjejum como fator preditor de hipoglicemia noturna

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Jikei, no Japão, tentam verificar se a variação glicêmica pós-prandial do desjejum constitui um fator preditor de hipoglicemia noturna em pacientes com ‪diabetes‬ tipo 1 no esquema insulínico basal-bolus com análogos de insulina de ação lenta e ultrarrápida. Embora a pesquisa tenha analisado um pequeno número de pessoas (64), relata achados interessantes, e que podem ser aprofundados na busca de se evitar as hipoglicemias noturnas.

O artigo já é interessante só pelo fato de partir do pressuposto de que hemoglobina glicada, como fator isolado, não garante a qualidade de vida do paciente com diabetes. Também aponta que o melhor controle glicêmico predispõe a pessoa a maiores chances de hipoglicemia noturna, causa de arritmias cardíacas noturnas e até morte por parada cardíaca. Ainda, que a hemoglobina glicada não constata esses riscos, porque apenas indica a média glicêmica a longo prazo (3 meses).

O estudo conclui que pessoas que apresentam variação glicêmica pós-prandial acima de 78 mg/dl duas horas após o desjejum tem maiores chances de sofrer hipoglicemia noturna. E o artigo é aberto para leitura ao público em geral gratuitamente, este é o link para acesso direto: http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371%2Fjournal.pone.0144041


Perfis glicêmicos mostrando os níveis de glicose da madrugada até depois do café da manhã

domingo, 13 de dezembro de 2015

Veja como foi o webinário "Formação, participação cidadã na saúde e VER-SUS: que conexões?"

No dia 09/12/15 a Rede HumanziaSUS realizou o webinario "Formação, participação cidadã na saúde e VER-SUS: que conexões?", um rico debate sobre o direito à saúde a partir do exercício democrático da ocupação dos espaços públicos, para a construção da saúde como algo pertinente à sociedade considerada em toda a sua multiplicidade de atores políticos e de condições sociais, relacionando o VER-SUS e demais dispositivios de rede como espaços para a produção de 'reflexões sobre/práticas para' um SUS acolhedor das diferentes necessidades em saúde.

Durante duas horas os debatedores e os participantes do chat conversarm sobre o projeto ver-sus e seus efeitos sobre a formação dos estudantes e sobre os trabalhadores que recebem os viventes e se veem através deles; sobre as disputas e debates travados durante a 15a Conferência Nacional de Saúde (que ocorreu entre 01.12.15 e 04.12.15); sobre a necessidade de um controle social mais participativo e menos institucionalizado através da ocupação das Unidades Básicas de Saúde por todas as pessoas da comunidade (as ruas dentro das UBS's); sobre a necessidade de mudar as narrativas sobre o SUS nos noticiários brasileiros e nas demais redes; sobre a produção de saúde envolvendo a produção de vida e afastando os estereótipos patológicos que levam à medicalização da sociedade e à mercantilização da saúde; sobre a necessidade de constantes trocas entre os trabalhadores e usuários na (re)construção do SUS buscando a ressignificação da saúde enquanto direito público universal; entre outros assuntos.

Em síntese (que não dá conta de representar a amplitude do debate), uma discussão sobre a saúde enquanto democracia e possibilidade de participação de todos os cidadãos e cidadãs na formação e construção do SUS, uma saúde formada por pessoas diferentes que a caracterizam como universal, um SUS como um espaço da cidadania!

Para quem não conseguiu acompanhar ao vivo o webinario, e para quem gostaria de rever a conversa, seguem o video e as reflexões e perguntas do chat.

#ocupaSUS #ocupaUBS #SaúdeéDemocracia

Debatedores:

Marilia Louvison é médica sanitarista, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, presidente da Associação Paulista de Saúde Pública - APSP

Allan Gomes de Lorena é sanitarista em formação pela Faculdade de Saúde Pública da USP, e faz parte da comissão VER-SUS/São Paulo

Renan Moser é estudante de pedagogia da Faculdade de Educação da USP, e participante do VER-SUS/São Paulo

Fernanda Soncini é referência técnica da república terapêutica da Secretaria Municipal de Saúde de Mauá/SP






Conversa pelo chat:

Bate Papo do Webinário VER SUS

07:19:16 ‹josiane germano› Bom dia!
07:19:20 ‹Iza Sardenberg› oi queridos! Mais um webinário da RHS no pedaço. Muito bom pois ativa a conversa com a força da juventude que vive o VERSUS>
07:19:31 ‹Carlos› sim
07:20:15 ‹Carlos› De uma juventude que está mostrando sua cara!! Muito bom
07:20:35 * Debora Barbosa saiu (tempo esgotado)
07:20:44 ‹LuRégio› gente, ATUALIZEM A PÁGINA outra vez!!!
07:21:04 ‹Iza Sardenberg› exatamente! os tempos estão demandando muita luta e prudência e principalmente a democracia
07:21:18 ‹Patrinutri RHS› ok
07:22:20 ‹Patrinutri RHS› André ainda está no ritmo lento de ontem!!!!
07:23:56 ‹LuRégio› a Marília acabou de chegar
07:24:14 ‹Patrinutri RHS› Imagem e som ótimos no teste
07:24:35 ‹Iza Sardenberg› Carlos, a propósito acaba de chegar um texto sobre os estudantes na RHS:http://www.redehumanizasus.net...holanda
07:25:40 * Gabriel Pedroza entrou em Minha Sala
07:25:55 ‹Carlos› opa, valeu!!
07:25:57 ‹Iza Sardenberg› olá Gabriel!
07:26:07 ‹Iza Sardenberg› benvindo!
07:26:27 ‹LuRégio› agora sim, vai iniciar
07:26:35 ‹Iza Sardenberg› beleza!
07:26:52 ‹Patrinutri RHS› Oba!!!
07:27:06 ‹Patrinutri RHS› Atualizar a página novamente!
07:27:23 ‹LuRégio› issi
07:27:26 ‹LuRégio› isso
07:27:39 ‹LuRégio› Atualizem a página!!!! heheheh oba!!
07:27:43 ‹Iza Sardenberg› todos atualizando a página
07:29:04 ‹LuRégio› apertem o play!!
07:29:43 ‹Iza Sardenberg› Marilia Louvison é médica sanitarista, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, presidente da Associação Paulista de Saúde Pública - APSP
07:29:46 ‹LuRégio› Como está o som? e a imagem?
07:29:56 ‹Carlos› ótimo
07:29:58 ‹Iza Sardenberg› perfeitos, Lu!
07:30:17 ‹LuRégio› maravilha!
07:30:24 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
07:30:26 ‹Iza Sardenberg› Marilia falando!
07:31:15 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
07:31:41 ‹Iza Sardenberg› travando, Lu!
07:31:59 ‹Iza Sardenberg› agora ok!
07:32:00 * André entrou em Minha Sala
07:32:40 ‹Patrinutri RHS› Lindo!!!!
07:32:49 ‹Iza Sardenberg› lindo!
07:36:16 * Sabrina entrou em Minha Sala
07:36:40 ‹Iza Sardenberg› estriamento dos espaços impede o diálogo, segundo Marília: ëscola separada dos equipamentos de saúde, formação separada da vida política do país!
07:36:43 * josiane germano saiu (tempo esgotado)
07:37:16 ‹Iza Sardenberg› benvinda, Sabrina!
07:37:32 ‹Patrinutri RHS› Tem haver com a saúde do trabalhador da saúde? Estão muito doentes neste lugar de lógica que ainda modelo biomédico?
07:37:53 ‹Carlos› Ocupa Centro de Saúde! Muito bom, Marília
07:38:04 ‹Iza Sardenberg› Ocupa!!!
07:38:18 ‹Iza Sardenberg› travando...
07:38:24 ‹Carlos› sim
07:38:41 ‹Iza Sardenberg› Democracia é saúde!!!
07:38:58 ‹Iza Sardenberg› Saúde é democracia!
07:38:59 ‹Patrinutri RHS› Muitas barreiras para o acesso!
07:39:12 ‹Patrinutri RHS› Aqui tá ótimo!
07:39:36 ‹Iza Sardenberg› melhorou aqui!
07:39:48 ‹Carlos› aqui,tb
07:40:03 ‹Iza Sardenberg› pessoal, ocupem o chat com as suas participações!
07:40:21 * deboraligieri entrou em Minha Sala
07:40:35 ‹Iza Sardenberg› Oi Débora!
07:40:57 ‹deboraligieri› Bom dia queridos e queridas
07:41:16 ‹Carlos› a palavra "ocupação", para mim, é um bom dispositivo de discussão
07:41:20 ‹LuRégio› Falando o Allan agora
07:41:25 ‹Carlos› ocupação na Saúde
07:41:34 ‹Iza Sardenberg› com certeza, Carlos!
07:41:52 ‹Iza Sardenberg› aqui tem um gap
07:41:54 ‹LuRégio› isso mesmo, gente, encaminhem comentários e perguntas pelo chat
07:42:10 ‹Iza Sardenberg› Allan Gomes de Lorena é sanitarista em formação pela Faculdade de Saúde Pública da USP, e faz parte da comissão VER-SUS/São Paulo
07:42:25 * matheus soares entrou em Minha Sala
07:42:34 ‹deboraligieri› Pois é Carlos, ocupar os espaços que por direito são das pessoas, de qualquer pessoa no Brasil, direitos públicos
07:42:47 ‹LuRégio› informamos que o chat está sendo copiado como memória, ok?
07:42:51 ‹Iza Sardenberg› e um carinha ótimo na luta e narração de experiências exitosas do SUS!
07:42:57 ‹deboraligieri› esse é o verdadeiro sntido da universalidade: ocupação
07:43:00 ‹Carlos› Tb, acho bacana me apresentar. Sou psicólogo, mestrado em Saúde Coletiva, na UFRGS. Moro em Viamão, região metropolitana de Porto Alegre (RS)
07:43:20 ‹Iza Sardenberg› boa, Carlos!
07:43:32 ‹matheus soares› bom dia !!!
07:43:37 ‹deboraligieri› Legal, Carlos!
07:43:43 ‹deboraligieri› Bom dia Matheus
07:43:44 ‹LuRégio› bom dia Matheus
07:43:46 ‹Iza Sardenberg› olea Matheus!
07:43:53 ‹Carlos› pesquisei sobre o VER-SUS
07:44:08 ‹LuRégio› legal, Carlos, eu sou enfermeira, moro aqui em Sampa mas sou do RS também
07:44:13 * deboraligieri saiu (tempo esgotado)
07:44:13 * clarissa saiu (tempo esgotado)
07:44:30 * Gabriel Pedroza saiu (tempo esgotado)
07:44:32 ‹deboraligieri› Que legal Carlos!
07:44:41 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
07:44:49 ‹Iza Sardenberg› Rio Grande do Sus no pedaço!
07:44:55 ‹Carlos› sim
07:45:00 ‹Carlos› uhu
07:45:03 ‹Iza Sardenberg› SUL com SUS!
07:45:09 ‹Carlos› boa
07:45:21 ‹Patrinutri RHS› Lindo Alan!!!
07:45:22 ‹Iza Sardenberg› meu ato falho tem tudo a ver!
07:45:30 ‹Carlos› kkkkk
07:45:36 ‹Sabrina› Bom dia! Piauí Presente.
07:45:38 ‹Iza Sardenberg› kkkkkkkkkk
07:45:58 ‹Iza Sardenberg› Piauí!
07:45:58 * matheus soares saiu (tempo esgotado)
07:46:01 ‹deboraligieri› Dsitanciamento entre a formação e a ocupação dos espaços públicos pelos jovens formandos
07:46:05 ‹Patrinutri RHS› Eba Sabrina Piauí!
07:46:47 ‹deboraligieri› Você também é do ver-sus né Sabrina?
07:47:01 ‹Iza Sardenberg› VERSUS faz todos saírem da bolha acadêmica!
07:47:21 ‹Carlos› fazemos o esforço para viver entre bolhas
07:47:54 ‹matheus soares› o coletivo regional Centro-Sul Piauiense
07:47:58 ‹Carlos› o "entre" muito nos interessa
07:47:59 ‹matheus soares› presente !
07:48:06 ‹deboraligieri› opa!
07:48:07 ‹Carlos› Bacana
07:48:19 ‹Iza Sardenberg› Matheus é do Piaui?
07:48:28 ‹Iza Sardenberg› benvindo!
07:48:28 ‹matheus soares› Sim sim !!rss
07:48:29 ‹deboraligieri› ou existe um esforço ideológico e midiático para colocar as pessoas em bolhas?
07:48:31 ‹LuRégio› fundamental a vivência para mudar a formação, diferencial sem dúvida
07:48:31 ‹Sabrina› Sim, participei do VER-SUS SOBRAL, depois em 2015.1 junto com os amigos formamos uma Comissão "Litoral Piuiense "
07:48:49 ‹matheus soares› kkkk !! Bina , bom dia !!
07:48:54 ‹Iza Sardenberg› beleza, Sabrina!
07:49:29 ‹Carlos› sim, já li relatos de experiência, em Sobral
07:49:35 ‹LuRégio› Piauí sempre tomando conta também!! pena que a Emília não está hoje
07:49:40 ‹Carlos› experiência do VER-SUS
07:50:06 ‹Iza Sardenberg› redes virtuais de saúde entram também nas estratégias de formação
07:50:53 ‹Sabrina› Em Janeiro acontece a 2º Vivência.
07:51:19 ‹Sabrina› Bom dia Matheus.
07:51:22 ‹Patrinutri RHS› Como os trabalhadores nas unidades recebem os estudantes no dia a dia do SUS?
07:51:27 ‹deboraligieri› condicionantes sociais da saúde deveriam também ser abordadas na formação em saúde?
07:51:35 ‹Iza Sardenberg› encontro regional dos CAPsi contando com a juventude nos processos de produção da saúde mental
07:52:38 ‹Iza Sardenberg› experiência da juventude deve ocupar os serviços pois tem muito a dizer e fazer!
07:53:05 ‹Carlos› nunca tinha pensado isso
07:53:07 ‹deboraligieri› conexões entre histórias de vida pelo ver-sus
07:53:09 ‹Carlos› maravilha
07:54:13 ‹Carlos› acho que afetar e ser afetado, né Allan
07:54:24 ‹Iza Sardenberg› sim, o Allan falou de um "baile"que os jovens estão dando de experimentar novos modos de fazer política: ocupando!!!
07:54:29 ‹deboraligieri› A vivência na Escola Nacional Florestan Fernandes do MST foi linda!
07:54:44 ‹deboraligieri› Saúde é democracia, não é assistencialismo
07:54:51 ‹Carlos› pois, Débora, fiquei curioso sobre essa experiência
07:55:00 ‹Iza Sardenberg› Renan Moser é estudante de pedagogia da Faculdade de Educação da USP, e participante do VER-SUS/São Paulo
07:55:12 ‹Iza Sardenberg› fala, Renan!
07:55:36 ‹deboraligieri› logo mais farei um post sobre essa vivência Carlos
07:55:45 ‹Carlos› blz
07:56:21 ‹deboraligieri› O Renan é ativista na rede de soropositivos de SP também
07:56:34 ‹Iza Sardenberg› legal!
07:56:34 ‹Carlos› bacana
07:56:57 ‹deboraligieri› vivenciar o SUS para além da doença...
07:57:54 ‹matheus soares› ressaltando a participação do Movimento Estudantil na formação em Saúde ...
07:58:13 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
07:59:18 ‹Patrinutri RHS› Se não encontramos um espaco democrático dentro da UBS , como o estudate pode ajudar a alterar esta realidade°°
07:59:37 ‹deboraligieri› pergunta anotada Pat
08:00:01 ‹deboraligieri› depois da Fernanda começamos a reflexão sobre os comentários e perguntas aqui
08:00:18 ‹Patrinutri RHS› Ok estou anotando

08:00:01 ‹deboraligieri› depois da Fernanda começamos a reflexão sobre os comentários e perguntas aqui
08:00:18 ‹Patrinutri RHS› Ok estou anotando
08:01:01 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:01:08 * clarissa saiu (tempo esgotado)
08:01:16 ‹Patrinutri RHS› Estou copiando o chat mesmo
08:01:23 ‹Patrinutri RHS› também
08:01:58 ‹Patrinutri RHS› Também estou tirando fotos da transmissão e colocando no post
08:02:15 ‹Patrinutri RHS› Daí o post fica nas conversasa ativas
08:02:29 ‹Carlos› secundaristas pedindo para ter aula sobre o SUS, bah!!!
08:02:31 * deboraligieri saiu (tempo esgotado)
08:02:31 ‹LuRégio› ok Pat
08:02:34 ‹Carlos› que maravilha
08:03:38 ‹Iza Sardenberg› Terra é saúde, disse um índio nas conferências!
08:04:08 ‹Iza Sardenberg› Fernanda Soncini é referência técnica da república terapêutica da Secretaria Municipal de Saúde de Mauá/SP
08:04:25 ‹Iza Sardenberg› bióloga
08:04:42 * emelynhrosa entrou em Minha Sala
08:04:56 ‹Iza Sardenberg› queria saber tudo sobre a vida quando entrou na faculdade de biologia
08:04:59 * matheus soares saiu (tempo esgotado)
08:09:50 ‹André› Biologia <3 span="">
08:09:54 * eric.figueiredo entrou em Minha Sala
08:10:40 ‹deboraligieri› Bom dia Emelyn
08:10:59 ‹Iza Sardenberg› oi Eric!
08:11:01 ‹Patrinutri RHS› Depilou o coração srsrrsrs
08:11:02 ‹deboraligieri› legal ter voce aqui com a gente
08:11:18 ‹emelynhrosa› Bom dia Débora, bom dia pessoal!
08:11:20 ‹eric.figueiredo› Oi Iza
08:11:25 ‹eric.figueiredo› Bom dia pessoal
08:11:30 ‹André› aPatrinutri RHS, sim
08:11:32 ‹Carlos› bom dia, Emely
08:11:39 ‹Carlos› bom dia, Eric
08:11:44 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:11:49 ‹eric.figueiredo› O maranhense aqui se confundiu com o horário de verão
08:11:59 ‹Carlos› kkkkkk
08:12:01 ‹deboraligieri› ver o próprio trabalho através do ver-sus
08:12:07 ‹Patrinutri RHS› SEja bem vindo Maranhão!!!
08:12:29 ‹eric.figueiredo› \o/
08:12:30 ‹deboraligieri› profissionais da saúde se veem através de futuros profissionais da saúde

08:13:40 ‹Patrinutri RHS› Débora vc anotou todas as questões até agora?
08:14:13 ‹Patrinutri RHS› Tem haver com a saúde do trabalhador da saúde? Estão muito doentes neste lugar de lógica que ainda modelo biomédico?
08:14:17 ‹Patrinutri RHS› Como os trabalhadores nas unidades recebem os estudantes no dia a dia do SUS?
08:14:29 ‹Patrinutri RHS› condicionantes sociais da saúde deveriam também ser abordadas na formação em saúde?
08:14:35 ‹Carlos› acho que a fragilidade nos espaços coletivos é notória
08:14:41 ‹Patrinutri RHS› Se não encontramos um espaço democrático dentro da UBS , como o estudante pode ajudar a alterar esta realidade?
08:14:44 ‹Carlos› a questão é como fortalecer
08:15:03 ‹Patrinutri RHS› boa carlos
08:17:09 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
08:18:05 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
08:18:29 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:18:37 ‹Carlos› Só para corrigir: eu pesquisei sobre duas experiências sobre o VER-SUS em Lages -Santa Catarina
08:18:44 ‹Carlos› eu apenas moro em Viamão
08:19:10 * clarissa saiu (tempo esgotado)
08:19:51 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:20:34 * yara saiu (tempo esgotado)
08:20:50 ‹deboraligieri› ok, Carlos
08:20:57 ‹deboraligieri› corrijo a informação depois
08:21:01 ‹Iza Sardenberg› Maranhão no pedaço com o Eric!
08:21:03 ‹Carlos› tranquilo
08:21:28 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:21:38 ‹deboraligieri› Opa, legal Eric voce aqui conosco!
08:22:06 ‹eric.figueiredo› Valeu pessoal
08:22:18 ‹deboraligieri› Maranhão ou Pará Eric?
08:22:21 ‹Carlos› penso que a questão é pensar: saúde como afirmação de vida.
08:22:46 ‹eric.figueiredo› Estudo no Pará, na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, em Marabá.
08:22:57 ‹eric.figueiredo› Mas sou maranhense, nascido e criado
08:23:19 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:23:43 ‹deboraligieri› então os dois estados....rs
08:24:16 ‹eric.figueiredo› \o/
08:25:04 ‹Carlos› e a gente pode pensar "saúde como afirmação da vida" diante dessa coletividade de experiências que somam-se a tudo que o cotidiano oferece
08:26:02 ‹Iza Sardenberg› disse tudo, Carlos!
08:26:27 ‹Carlos› " sentido de viver é saúde", fala da Marília...gostei
08:26:55 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:27:00 ‹Iza Sardenberg› saúde é poder construir vida
08:27:18 ‹Iza Sardenberg› vida com sentido
08:28:04 ‹Iza Sardenberg› construir junto!
08:28:31 ‹deboraligieri› será que o ver-sus se constitui em uma forma de envolver os estudantes para além da observação do serviço público de sapude?
08:28:35 ‹deboraligieri› saúde
08:28:45 ‹emelynhrosa› Saudades ver-sus maua! A República foi um dos lugares mais incríveis que conheci!!
08:28:52 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:29:47 ‹Carlos› "VER-SUS como imersão política", fala da Marília...bahhh
08:29:57 ‹deboraligieri› foi bacana então Emelyn? tem alguma reflexão sobre a vivência lá pra compartilhar aqui com a gente?
08:31:37 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:32:21 ‹deboraligieri› se a ubs não vai pra rua, a rua vai pra ubs
08:32:37 ‹Carlos› é um dentro-fora que se mistura
08:33:40 ‹deboraligieri› a formação que interfere de forma benéfica na disputa de sentidos da saúde no Brasil
08:35:11 ‹Patrinutri RHS› Mas a humanização na sua proposta de relações mais horizontais altera este cenário
08:35:39 ‹deboraligieri› como a formação e projetos como o ver-sus podem incentivar o controle social?
08:35:47 ‹Patrinutri RHS› Acho que as relações institucionais são mais fortes que a formação
08:35:53 ‹jessica farias› Gostaria de saber como eles acham que o versus possa ser mais imerso na graduação em saúde não como uma "extensão", em que seus participantes seja de forma voluntária e até mesmo de mobilização de cada local em montar um projeto para que seja contemplado. Como vocês acham que o versus seja inerente a todos da graduação em saúde e sua multiprofissionalidade?
08:36:00 ‹Carlos› estamos em busca de um tempo não perdido ( fazendo analogia ao livro do Proust)
08:36:12 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
08:36:14 ‹deboraligieri› Quando falamos de participação cidadã, estamos considerando também os trabalhadores da saúde nessa "participação social"?
08:36:26 ‹Iza Sardenberg› que lindo, Carlos!
08:37:05 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:38:12 ‹deboraligieri› lembrei de uma fala de Luis Cecilio em que ele fala que o tempo do usuário é o tempo das necessidades
08:38:49 ‹Carlos› nada como diálogo para transbordar os paradigmas e ressignificar o atual
08:39:00 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:39:13 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
08:39:38 ‹Iza Sardenberg› e aumentar as potências pelo contágio das intensidades
08:40:10 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:40:22 ‹Carlos› deixar transbordar os paradigmas para saber o que fazer com eles
08:41:14 ‹jessica farias› Sim, o SUS está para partidos e não para a população
08:41:36 ‹deboraligieri› é um ato político, não é um ato partidário
08:41:40 ‹jessica farias› (conitunando) aqui em Fortaleza tem essa visão do SUS
08:42:05 ‹Patrinutri RHS› Adorei esta ideia que a ansiedade do usuário "contamina" o trabalhador. Tem um caso clínico que uso na conversa com os trabalahdores que fala justamente sobre isso
08:42:08 ‹Carlos› Jéssica, acho que essa visão está em todos os lugares
08:43:00 ‹Patrinutri RHS› Lega esta ideia da contaminação do trabalhador da saúde da ansiedade do usuário . Tem um caso que uso na conversa com os trabalhadores nas UBS justamente sobre isso
08:43:16 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
08:43:19 ‹jessica farias› minha mãe trabalha em uma UBS e não pode aplicar um projeto em prol do cuidado do cuidador pq foram cursos da gestão passada. foi barrada pela direção com esse argumento que não pensou no trabalhador mas sim na questão política
08:44:01 ‹Patrinutri RHS› Aqui em Blumenau tem um trabalho super legal sobre isso
08:44:27 ‹Patrinutri RHS› Vou publicar no blog do Comitê Médio Vale , video exibido na Mostra de vídeos do Médio Vale
08:44:40 ‹Carlos› bacana
08:44:58 ‹deboraligieri› Legal, Pat!
08:45:08 ‹Carlos› caso queiram enviar algo para mim:carlosmorrudo51@gmail.com
08:45:10 ‹Carlos› grato
08:45:57 ‹Iza Sardenberg› Carlos, entra na RHS e assiste os vídeos que o pessoal de Santa Catarina está postando
08:46:09 ‹Carlos› bacana
08:46:18 ‹Carlos› isso, me deixem atualizado...kkkkkkkk
08:46:25 ‹deboraligieri› mas depois do debate......rs
08:46:34 ‹Patrinutri RHS› Ah que legal Carlos, se inscreva na RHS, você vai poder interegir conosco
08:46:40 ‹Iza Sardenberg› Allan, supervisão é algo meio fordista, de cima prá baixo...
08:46:57 ‹Sabrina› Ver sus foi um divisor de águas na minha vida academia e pessoal.E acredito sim que ver-sus consegue envolver os estudantes para além da observação do serviço.Hoje trabalho em uma instituição publica de saúde, em defesa do SUS , na garantia dos direitos dos usuários.. com um olhar humanizando, o que as instituições de ensino não nos garante.
08:48:26 ‹Carlos› Allan, estamos juntos!!
08:49:02 ‹Iza Sardenberg› a fala do Allan que quis dar relevo ao jeito fordista de uma certa prática de supervisão ficou como se fosse minha. Mas eu concordo totalmente com ele!
08:49:32 ‹Patrinutri RHS› Isso mesmo , o trabalhador precisa deste reconhecimento
08:51:01 ‹Carlos› acho que é colocar o preconceito em análise, penso que esse é o caminho para desnaturalizar a vida
08:51:21 ‹deboraligieri› ou desnormatizar
08:51:29 ‹Carlos› sim
08:51:35 * Carlos saiu (tempo esgotado)
08:51:59 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:53:20 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:54:01 ‹eric.figueiredo› "Desnaturalizar", perfeito! Quem sabe no micro espaço social, nos policiando, podemos desconstruir preconceitos, que na maioria das vezes crescendo como forma de reprodução.
08:54:14 * Iza Sardenberg saiu (tempo esgotado)
08:54:46 ‹Carlos› "policiando", humm...vamos pensar sobre isso, Eric
08:55:51 ‹Sabrina› Grata pela fala do (rapaz que não sei o nome) sobre o VER-SUS Litoral Piauiense" foi formado da cidade de Parnaíba Piauí, através desse trabalho conseguimos disseminar esse trabalho para outras cidades do Estado, Picos e Floriano. Conquistando e transformando corações e mentes!!
08:56:26 ‹eric.figueiredo› Pois, aqui estou eu reproduzindo
08:56:45 ‹Carlos› estamos aqui para pensar...super de boa
08:57:07 ‹eric.figueiredo› não é nada fácil essa desconstrução, estamos aqui pra pensar
08:57:10 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
08:57:35 ‹Carlos› a desconstrução é diária
08:58:42 ‹Patrinutri RHS› Tá lindo!!!
08:59:13 ‹eric.figueiredo› Isso!
08:59:35 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
09:00:36 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
09:00:44 ‹Carlos› o que o Allan falou?
09:00:49 ‹Carlos› que o pessoal deu risada
09:01:17 ‹Patrinutri RHS› Lindo demais!!!
09:01:48 ‹Carlos› Eu que fico grato
09:02:01 ‹deboraligieri› O Allan disse que queria te dar um abraço Carlos
09:02:10 ‹Carlos› querido
09:02:19 ‹deboraligieri› e em todos do chat
09:02:32 ‹deboraligieri› estão gostando muito das reflexões
09:02:40 ‹deboraligieri› daqui do chat
09:02:48 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
09:02:55 ‹Patrinutri RHS› ah que legal! estamos nos sentindo ái com vocês
09:04:25 ‹Sabrina› Adorei o debate , e convido todos a participar do congresso da rede Unida em Março. Teremos um espaço do VER-SUS onde estaremos construindo e des-construindo forma de ver o SUS, pensar ver SUS.
09:04:46 ‹Carlos› acho que é criado um tempo para o trabalhador não ter tempo para colocar o próprio trabalho em debate
09:04:57 ‹deboraligieri› publica o convite na rhs Sabrina
09:06:54 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
09:08:11 ‹Sabrina› Vamos dialogar, mais de 400 estudantes versusianos reunidos!!
09:08:30 ‹Carlos› aonde?
09:08:47 ‹Sabrina› Campo Grande MG
09:08:57 ‹Carlos› bacana
09:10:46 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
09:11:34 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
09:11:51 ‹deboraligieri› a terminologia não é acidental
09:12:31 ‹deboraligieri› aliás, a saúde vem sendo ocupada de um jeito ruim por termos do setor privado
09:12:58 ‹deboraligieri› "mercado da saúde" é um termo odioso
09:13:22 ‹Carlos› a supervisão como momento para escuta
09:15:38 ‹deboraligieri› a gente nunca está plenamente formado, bela reflexão!
09:15:58 ‹Carlos› eu nunca desejo estar pronto!!
09:16:20 ‹deboraligieri› assim como o sus, estamos em constante formação e (re)construção
09:19:13 ‹Carlos› opa, tô dentro
09:19:22 ‹Carlos› bora fazer barulho
09:20:59 ‹Sabrina› Concordo plenamente.. ver sus deve ser pra todo mundo... destruir essas barreiras..tivemos uma agente sanitário participando do ver sus litoral Piauiense.
09:22:22 ‹Sabrina› como vivente.
09:22:38 * Emília Alves de entrou em Minha Sala
09:22:50 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
09:24:47 * Emília Alves de saiu (tempo esgotado)
09:26:28 * Emília Alves de saiu (tempo esgotado)
09:27:05 * emelynrosa entrou em Minha Sala
09:27:23 * emelynhrosa saiu (tempo esgotado)
09:29:54 ‹Sabrina› Estaremos.. Obrigada!!
09:30:08 ‹LuRégio› Gente, muito potente todas as falas, a participação de tod@s, via chat, foi muuuito legal!!!!!!
09:30:21 ‹LuRégio› Seguimos na Rede HumanizaSUS
09:30:24 ‹Carlos› Gente, muito obrigado
09:30:36 * Jessica Cristin entrou em Minha Sala
09:30:51 ‹Jessica Cristin› olá pessoal
09:30:57 ‹emelynrosa› Uau, falas incríveis! Obrigada gente,
seguimos!!!
09:31:08 ‹LuRégio› uauuu
09:31:09 ‹Sabrina› Acabou jessica
09:31:11 ‹LuRégio›http://www.redehumanizasus.net...onexoes
09:31:14 ‹Carlos› O dia aqui em Porto Alegre está lindo somado a conversa com vocês, está melhor ainda!!
09:31:27 ‹LuRégio› a Debbie vai postar o chat e o vídeo de hoje em um post novo
09:31:35 ‹Carlos› blz
09:31:41 ‹LuRégio› seguimos pelos comentários daquele post e do novo ok?
09:31:51 ‹LuRégio› beijão querid@s
09:31:56 ‹LuRégio› valeu!!!!
09:32:02 ‹Carlos› Manda um abração aos debatedores, adorei conhecê-los
09:32:03 * Sabrina saiu (tempo esgotado)
09:32:36 * Jessica Cristin saiu (tempo esgotado)
09:32:44 * André saiu (tempo esgotado)
09:32:46 ‹LuRégio› bjssss
09:33:30 * LuRégio saiu (tempo esgotado)
09:33:45 * Patrinutri RHS saiu (tempo esgotado)
09:34:58 * deboraligieri saiu (tempo esgotado)
09:36:20 * clarissa saiu (tempo esgotado)
09:36:59 ‹eric.figueiredo› Sensacional! Primeira vez que participo de um espaço como este webinário, gostei muito das falas, diálogos e reflexões, até um próximo encontro! Continuemos a (des)contrução diária... AbraSUS
09:37:19 ‹Patrinutri RHS› Lindo! Parabéns a todos!
09:37:36 ‹Patrinutri RHS› Muito bom estar com vocês!
09:38:02 * jessica farias saiu (tempo esgotado)
09:38:08 * eric.figueiredo saiu (tempo esgotado)